30.6.11

Conca aceita proposta chinesa, e Flu deve perder seu maior ídolo

A torcida tricolor está perto de perder o seu maior ídolo na atualidade. Cobiçado pelo Guangzhou Evergrande desde o início de 2011, Conca já aceitou a última proposta dos chineses e pode fazer nesta quinta-feira, contra o Atlético-PR, às 21h (de Brasília), no Engenhão, a sua última partida com a camisa do Fluminense. O clube chinês oferece US$ 12 milhões pelos direitos econômicos do jogador. O clube das Laranjeiras receberá 40% do valor, mas já negocia com as outras partes envolvidas, Unimed (40%) e Traffic (20%), para receber um valor superior aos US$ 4,8 milhões (R$  7,9 milhões) a que tem direito. Presidente da patrocinadora tricolor, Celso Barros pressiona a diretoria a confirmar o negócio para reaver parte do dinheiro investido no apoiador nas três últimas temporadas.

Na noite da última quarta-feira, o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, o vice de futebol, Sandro Lima, e Celso Barros ficaram reunidos até o início da madrugada para discutir a situação. Caso a saída seja mesmo confirmada, o Tricolor investirá o dinheiro da negociação na aquisição de seu tão sonhado centro de treinamentos. A proposta financeira para o jogador por um compromisso de dois anos e meio segue mantida em sigilo, mas é considerada irrecusável. Além do dinheiro, Conca terá direito a inúmeros benefícios como carro, casa, empregada e diversas passagens aéreas para seus familiares. Segundo pessoas ligadas ao argentino, só falta assinar o contrato.

Cláusula de prioridade ao Fluminense no retorno ao Brasil
Para não perder o foco na partida contra o Furacão, Conca preferiu só dar a resposta definitiva depois do jogo desta quinta-feira. O confronto pode acabar marcando a despedida de Conca das Laranjeiras, ainda mais com o hiato até o próximo compromisso do time, que só será no dia 10 de julho, contra o Flamengo, no Engenhão. A diretoria espera que o jogador dê uma entrevista coletiva após o duelo para comunicar a decisão.

- Conca não só aceitou a proposta, como pediu para que nós aceitássemos também - revelou uma pessoa ligada à diretoria do Fluminense que pediu para não ser identificada.

Além do dinheiro e dos benefícios, Conca terá ainda em seu contrato uma cláusula de retorno ao automático ao Brasil ao fim dos dois anos e meio, com prioridade total ao Fluminense. Nas Laranjeiras desde 2008, o argentino disputou 209 jogos com a camisa tricolor, marcou 40 gols e conquistou o título do Campeonato Brasileiro do ano passado, competição na qual disputou todos os 38 jogos possíveis e ainda foi eleito o melhor jogador do torneio.

O Guangzhou tem no elenco os brasileiros Paulão, ex-Grêmio,  Muriqui, ex-Atlético-MG, e Renato Cajá, ex-Botafogo. Na última semana, o clube também fez uma proposta oficial pelo meia
Montillo, do Cruzeiro, que acabou recusada.

BRASILEIRÃO 2011

NOTÍCIAS DO TRICOLOR

A fila andou! Abel decreta a permanência dos novos titulares

Treinador diz que jogadores como Diego Cavalieri e Souza seguem na equipe mesmo após retorno dos lesionados Ricardo Berna e Deco

A fila anda no Fluminense. E ninguém tem direito a cartão VIP. Considerados titulares na chegada de Abel Braga, Araújo, Deco, Ricardo Berna e Leandro Euzébio vão ter que correr atrás quando saírem do departamento médico. E quem garantiu isso foi o próprio treinador. Depois da primeira vitória sob o comando tricolor, ele foi perguntado se a escalação atual é a ideal ou se os lesionados teriam vaga cativa e respondeu com objetividade.

- Em futebol tem fila. Independentemente de nome de quem quer que seja. Minha equipe está bem e quero que melhore. É preciso contar com todos, mas está bem com jogadores que não estavam atuando. Foram jogadores que souberam aproveitar a oportunidade. Por exemplo, Diego (Cavalieri), Carlinhos e Souza  corresponderam no campo. É uma frase que já ouvi do meu grande amigo Pinheiro: “Quem está na fila tem que estar mais bem preparado do que quem joga”. Quem está na fila tem que corresponder.

As escolhas se dão pelo bom desempenho tricolor tanto no jogo contra o Avaí, no último domingo, quanto nos treinamentos. Satisfeito com o futebol desempenhado, Abelão acredita que seus comandados assimilaram seu jeito de trabalhar e têm executado suas orientações em campo naturalmente.

- A equipe começou neste jogo a usar um tipo de posicionamento que eu gosto. Mesmo com um jogador a menos, (contra o Avaí) as oportunidades foram muitas, mais do que em todos os outros jogos. Isso mostra que aceitaram a minha ideia. Está existindo uma movimentação grande, troca de posições, posse de bola maior, mas sempre em movimento. Temos que usar a movimentação como uma arma. Mas velocidade não é fazer as coisas com pressa. Já falei isso para o grupo. E fiquei maravilhado com o trabalho. Não precisei gritar nem mostrar nada. A movimentação de Marquinho, Souza e Conca com o apoio do Diguinho e do Edinho funcionou.
 
Contra o Atlético-PR, nesta quinta-feira, às 21h (de Brasília), o Fluminense será colocado a prova mais uma vez. O rival é o lanterna da competição, mas o treinador não prevê tarefa fácil.

- O Bahia veio aqui e também estava mal. Ganhou, pegou moral e foi vencer o próprio Atlético-PR lá fora. Isso em Campeonato Brasileiro não muda nada. Estamos tendo resultados surpreendentes. As saídas de algumas peças muda bastante. Nos últimos jogos jogamos sempre com meio time diferente praticamente. Contra o Avaí, a equipe se encontrou. E eu já tinha dito durante a semana que previa uma boa atuação. Foi o que aconteceu.

Com nove pontos, o Fluminense é o oitavo colocado no Campeonato Brasileiro.